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v. 3 n. 2 (2025)

No presente número, a reinvenção é a força motriz que impulsiona as práticas artísticas e acadêmicas a reconfigurar corpos, espaços, memórias, histórias e relações. Criar algo novo a partir do que já existe, transformando profundamente a si mesmo, uma ideia ou um processo, torna-se um gesto político e estético de re(exi)sistência. Reinventar arte é romper com o estabelecido e abrir caminhos para outras formas de imaginar e habitar o mundo. É preciso reelaborar para construir, pois, assim como escreveu Cecília Meireles (1983), “a vida só é possível reinventada”.  É por esta estrada que inauguramos a edição com o texto de Nathany Clemente Pires, Marcela Santos Marcelino, Rian do Nascimento Brito e Paulo de Faria Cardoso, que reformula a produção coletiva e a interatividade através da instalação SangrArte. Ao transformar o espectador em participante ativo, o projeto desloca a lógica tradicional da contemplação e questiona os valores imputados à criação artística, ao mercado e à própri...