No presente número, a reinvenção é a força motriz que impulsiona as práticas artísticas e acadêmicas a reconfigurar corpos, espaços, memórias, histórias e relações. Criar algo novo a partir do que já existe, transformando profundamente a si mesmo, uma ideia ou um processo, torna-se um gesto político e estético de re(exi)sistência. Reinventar arte é romper com o estabelecido e abrir caminhos para outras formas de imaginar e habitar o mundo. É preciso reelaborar para construir, pois, assim como escreveu Cecília Meireles (1983), “a vida só é possível reinventada”. É por esta estrada que inauguramos a edição com o texto de Nathany Clemente Pires, Marcela Santos Marcelino, Rian do Nascimento Brito e Paulo de Faria Cardoso, que reformula a produção coletiva e a interatividade através da instalação SangrArte. Ao transformar o espectador em participante ativo, o projeto desloca a lógica tradicional da contemplação e questiona os valores imputados à criação artística, ao mercado e à própri...
Nesta edição, a hibridização entre texto e imagem se faz presente. Seja nos ensaios que articulam elementos visuais e poemas, seja nas análises de obras que unem escrita e experimentações gráficas, essa confluência amplia novas formas de criar, pensar e produzir conhecimentos e saberes, pois “Produzir arte hoje é operar com vetores de um campo ampliado. Um campo que se abre ao entrecruzamento das diversas áreas do conhecimento, num panorama transdisciplinar, sem prejuízo de sua autonomia e especificidade enquanto prática da visualidade”. Assim, abrimos a revista com o artigo de Clara Lima e Micaela Cavalcante, que nos transporta para a aula de Artes reinventada pela afetividade. As experiências relatadas como oficineiras mostram que a presença sensível do/a educador/a pode romper a rigidez das práticas tradicionais, criando espaços de aprendizagem mais humanizados e significativos, onde vínculos e trocas se sobrepõem à mera transmissão de conteúdos. Na sequência, Isabel Cristina Baú Or...