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v. 2 n. 2 (2024)


Nesta edição da Revista 1i, apresentamos uma novidade: a adição da categoria narrativas como possibilidade de submissão. Entre as produções aceitas nessa nova categoria estão histórias em quadrinhos, contos, crônicas, poesia e prosa. Acerca das publicações presentes, reunimos temáticas e linguagens artísticas múltiplas, explorando diferentes níveis de profundidade conforme as preferências de seus autores. Esse número conta com 7 artigos, 7 ensaios visuais, 2 narrativas e 1 entrevista com a ex-aluna Maria Mars. 

O artigo inicial, escrito por Assíria Leite Coelho e Bruno Póvoa Rodrigues, explora as obras de Umberto Eco, Obra Aberta e A Definição da Arte, destacando conceitos como a interpretação unívoca de Benedetto Croce e a formatividade de Luigi Pareyson. Eco propõe uma visão dinâmica e pluralista da arte, onde o significado evolui com o observador e os contextos sociais, culturais e históricos. Essa perspectiva desafia visões tradicionais, afirmando que o valor da arte reside em sua capacidade de se renovar e manter relevância. Essa ideia de arte como processo interativo e em constante transformação ecoa em diversos trabalhos artísticos e pesquisas apresentadas posteriormente.  

O segundo trabalho é um artigo, escrito por Clara Lima, Gabriela Rodrigues, Luisa Bordonal e Mariana Carlos, sobre a obra Concretude, desenvolvida na matéria de PROINTER IV no semestre 2023/1, a qual exemplifica a importância do trabalho coletivo e da experimentação. O processo criativo, marcado pela cooperação e adaptação a imprevistos, reflete a concepção de arte como um processo contínuo e dinâmico, onde o percurso é tão valioso quanto o resultado. 

Essa abordagem colaborativa e experimental também aparece no terceiro artigo dessa edição, de Jhenyffer Cioqueta, sobre a venda de doces como prática artística, onde a autora conecta sua vida pessoal e acadêmica, explorando como as trocas afetivas e as memórias influenciam sua identidade como artista e microempreendedora. Aqui, a arte se torna um espaço de interseção entre o individual e o coletivo, o pessoal e o social.

Em seguida, João Victor Rodrigues e Julia Ayres Rodrigues discorrem sobre os diários visuais na disciplina PROINTER III, que, por sua vez, destacam a importância do registro individual e coletivo no processo de formação docente. Esses diários, que vão além da escrita formal, refletem as experiências dos alunos e fortalecem as conexões afetivas e criativas no grupo. 

Dialogando com essa metodologia criativa, que estimula a produção artística e a reflexão sobre o processo de ensino, é apresentado o quinto trabalho da 4ª edição da Revista 1i. Desenvolvido durante o Ateliê de Fotografia, Gustavo Willian Zenatti explora a relação entre autorrepresentação e inclusão no ensino de arte. Apoiado em teóricos como Ana Mae Barbosa e Paulo Freire, a pesquisa aborda como a coletividade influencia o processo criativo e a prática pedagógica, reforçando a ideia de que a arte é um espaço de transformação e inclusão.

O artigo seguinte é um trabalho de Sthefany Vitoria da Cruz Figueiredo em relação ao Festival de Colantes de 2023, que resultou em um documentário sobre a arte urbana em Uberlândia. O estudo aborda a estigmatização da arte urbana e os desafios enfrentados por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no movimento, utilizando teorias de Grada Kilomba, Audre Lorde e Djamila Ribeiro para analisar a arte como ferramenta de transformação social.

Conectando-se através da reflexão sobre representatividade e resistência, apresentamos o trabalho Alicerce para os outros, Túmulos para os meus, de Luan Lourenço, que explora a relação entre o corpo negro e o trabalho na construção civil, questionando o espaço expositivo tradicional e a presença do corpo negro nesses contextos.

Essa reflexão sobre o corpo como suporte artístico é ampliada nos ensaios visuais. O primeiro ensaio é o trabalho fotográfico da artista Fagioli que questiona a representação do corpo feminino na publicidade e aborda questões de identidade e opressão, utilizando a fotografia digital para transmitir o silenciamento imposto às mulheres pela sociedade.

Em seguida, a artista Ana Laura Ferreira Prado utiliza sua própria imagem para se expressar, destacando um corpo fora dos padrões convencionais. Aqui, o corpo é visto como uma forma de comunicação ativa e pensante.

Continuamente, o trabalho Corpo-casa: Memórias fabricadas  de Allan Rosário Martins, registra ruínas em Uberlândia e reflete sobre a reação do corpo negro ao ocupar esses espaços, explorando as experiências da diáspora, a relação com o espaço residencial e os desafios de identidade, memória e pertencimento.

No quarto ensaio visual, nos aprofundamos na memória e no cotidiano através das fotografias de Rafaella Mamede de Oliveira, que combinam fotografias digitais e analógicas, pintura-objeto e gravura para refletir sobre o envelhecimento e a vida rural.

Essa conexão entre passado e presente também está presente em Memórias, da artista Julia Soares Messias, uma série de fotografias e poesias que exploram a nostalgia e a ausência.

Já a artista Camila Branco Ribeiro, utiliza técnicas experimentais para sugerir um tempo suspenso em Praia Experimental, a fim de capturar a sensibilidade de um dia na praia. 

O sétimo e último ensaio, de autoria de Maria Archanjo e Sofia Alexandrino, celebra a construção da identidade juvenil através da estética pop e da troca de roupas, desafiando estereótipos de gênero e juventude.

Estreando a categoria de narrativas, o conto de terror, de Mário A. Martins Jr., inspirado em A Prisão de Cthulhu e o poema Besta Noturna, de Maria Archanjo, exploram a decadência humana e a solidão, refletindo sobre a fragilidade da condição humana e a busca por conexão. Essas obras literárias, assim como as visuais, reforçam a ideia de que a arte é um espaço de reflexão, transformação e ressignificação, conectando-se às discussões teóricas e práticas apresentadas ao longo dos textos.

Esta edição encerra com a participação da ex-aluna do curso de Artes Visuais, Maria Mars. A artista compartilha sua trajetória durante a graduação, abordando as descobertas realizadas com diferentes linguagens artísticas. Além disso, explora o processo do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e como suas viagens influenciaram esse período e contribuíram para sua formação como artista.



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